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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Chuva de Verão



Deitado em minha cama
Acabo de acordar
E um barulho no telhado
Começo a escutar

Um barulho suave
E que vai aumentando
Cada vez mais
Conforme o tempo vai passando

Um chuvinha tranquila
Sem trovões nem trovoadas
Ouço minha mãe dizendo:
"A roupa vai ficar toda molhada"

E eu já aqui sentado
Procurando palavras pra digitar
Uma poesia sobre a chuva
Que acabara de começar.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Borrões

As coisas já não eram mais tão claras, ou melhor tão nítidas. Olhava em volta e tudo que via era um monte de borrões, não entendia o motivo disso sempre enxerguei claramente e por que agora tudo não passa de um borrão.


Ta foda não consigo manter o foco, olho pra um velho conhecido no lado da rua e é como se fosse qualquer um, porque tudo agora parece ser a mesma coisa exceto por um detalhe ou outro, mas no geral continuam sendo borrões.
Já estava começando a ficar preocupado e então fui ao médico descobrir o que havia de errado comigo:

— Bom dia, o que houve com você?

— Bom dia doutor, bom é que não vejo mais as coisas como antes.

— Isso é normal, a gente muda de opinião de sobre algumas coisas com o tempo.

— Não é isso doutor, é que as coisas já não são tão claras pra mim.

— Ah normal também, todo mundo tem dúvidas.

— Também não é isso, é que simplesmente eu não consigo ver o que está acontecendo ao meu redor, não 
sei quem vem ou o que vem, nem quem vai ou o que vai. Não vejo nada a frente.

— É… você quer ver o futuro, é isso?

— … não doutor.

— Olha vamos fazer uns exames, assim fica mais fácil diagnosticar.

— Ta bom.


— Então doutor é grave?

— Haha, agora entendi tudo.

— O que é?

— Você tem miopia, ta aqui a receita, já pode encomendar os óculos.


E assim meu mundo voltou a ser nítido de novo.

O amor passageiro

Em mais um dia comum, eu no onibus, sentado olhando pela janela, com meus fones no ouvido, boné na cabeça, o onibus tava vazio coisa rara aqui, paramos num ponto e entrou uma mulher, mas não uma mulher qualquer mas a mais linda que ja vi (não vou descreve-la mas era linda), pra minha surpresa se sentou ao meu lado mesmo o onibus estando vazio, olhou pra mim e eu olhei pra ela, começamos a conversar, tinhamos gostos parecidos, ficamos por muito tempo conversando até chegar no ponto dela, mas antes de descer me deu seu telefone e disse: me liga ta, gostei de conversar com você. Liguei ja no dia seguinte e convidei ela pra sair (não me importava pra onde só queria ve-la de novo):

-Que tal um cinema? - disse ela.

-Ah beleza, a gente pode ir na sessão das oito horas.

-Ta bom, te vejo no shopping.

E foi lá mesmo durante o filme que rolou o nosso primeiro beijo, depois disso passamos a sair quase todos os dias e cada vez mais nos apaixonando e como consequência começamos a namorar e anos depois pedi sua mão em casamento, foi lindo. Tivemos 3 filhos sempre quis ser pai, e mesmo depois de tanto tempo de casado ainda nos amavamos, a vida estava maravilhosa, tudo estava dando certo pra mim.
Até que me assustei e me dei conta de que o onibus estava parado no meu ponto, olho pra frente e vejo o motorista ja engatando a marcha pra sair, levanto depressa e grito:

-Peraí motorista eu vou descer aqui.


A verdade é que aquela mulher não se sentou do meu lado tão pouco olhou pra mim e nem nada do que escrevi, tudo isso foi um devaneio de uma mente fertil, enfim, desci do onibus e fui trabalhar, ta foda, eu tenho que parar de viajar.