Páginas

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O amor passageiro

Em mais um dia comum, eu no onibus, sentado olhando pela janela, com meus fones no ouvido, boné na cabeça, o onibus tava vazio coisa rara aqui, paramos num ponto e entrou uma mulher, mas não uma mulher qualquer mas a mais linda que ja vi (não vou descreve-la mas era linda), pra minha surpresa se sentou ao meu lado mesmo o onibus estando vazio, olhou pra mim e eu olhei pra ela, começamos a conversar, tinhamos gostos parecidos, ficamos por muito tempo conversando até chegar no ponto dela, mas antes de descer me deu seu telefone e disse: me liga ta, gostei de conversar com você. Liguei ja no dia seguinte e convidei ela pra sair (não me importava pra onde só queria ve-la de novo):

-Que tal um cinema? - disse ela.

-Ah beleza, a gente pode ir na sessão das oito horas.

-Ta bom, te vejo no shopping.

E foi lá mesmo durante o filme que rolou o nosso primeiro beijo, depois disso passamos a sair quase todos os dias e cada vez mais nos apaixonando e como consequência começamos a namorar e anos depois pedi sua mão em casamento, foi lindo. Tivemos 3 filhos sempre quis ser pai, e mesmo depois de tanto tempo de casado ainda nos amavamos, a vida estava maravilhosa, tudo estava dando certo pra mim.
Até que me assustei e me dei conta de que o onibus estava parado no meu ponto, olho pra frente e vejo o motorista ja engatando a marcha pra sair, levanto depressa e grito:

-Peraí motorista eu vou descer aqui.


A verdade é que aquela mulher não se sentou do meu lado tão pouco olhou pra mim e nem nada do que escrevi, tudo isso foi um devaneio de uma mente fertil, enfim, desci do onibus e fui trabalhar, ta foda, eu tenho que parar de viajar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário